“De facto, o corpo é um só, mas tem muitos membros; e no entanto, apesar de serem muitos, todos os membros do corpo formam um só corpo. Assim acontece também com Cristo. Pois todos fomos baptizados num só Espírito para sermos um só corpo […]. E todos bebemos de um só Espírito”.
O corpo não é feito de um só membro, mas de muitos. Se o pé diz. «Eu não sou a mão; logo, não pertenço ao corpo», nem por isso deixa de fazer parte do corpo. Se o corpo inteiro fosse olho, onde estaria o ouvido? Se todo ele fosse ouvido, onde estaria o olfacto? Deus é que dispôs cada um dos membros no corpo, segundo a sua vontade. Se o conjunto fosse um só membro, onde estaria o corpo? Há, portanto, muitos membros, mas um só corpo” […] Ora, vós sois o corpo de Cristo e sois seus membros, cada um no seu lugar” (I Coríntios 12, 12-27)
Na sua carta dirigida aos Coríntios, São Paulo utiliza a metáfora do corpo e dos seus membros para apelar à necessidade da unidade e da solidariedade que caracterizam a Igreja, o corpo de Cristo, a comunidade cristã. Ao recebermos todos o mesmo Baptismo e o mesmo Espírito tornamo-nos filhos de Deus e todos somos responsáveis pelo anúncio da Sua Palavra.
Além disso, não nos esqueçamos que, dadas as dificuldades que muitas vezes encontramos no anúncio da fé cristã, é cada vez mais importante que cada um de nós aprenda a viver em comunidade, aceitando as diferenças uns dos outros. Assim sendo, urge a necessidade de se criar, no grupo de catequistas, e entre todos os cristãos, um ambiente fraterno, alegre e responsável, que assente na partilha e na capacidade de entreajuda. Cada um, com a sua originalidade, contribui, de forma indispensável, para a construção e crescimento de todos. Na verdade, é neste ambiente de união e de comunhão, que deve caracterizar o grupo de catequistas, onde cada um entende o chamamento de Deus; aprofunda e amadurece a sua própria fé e assume o seu compromisso de viver e dar testemunho da sua própria fé cristã. Com efeito, ainda que o trabalho pessoal do catequista seja importante, é indispensável, de igual modo, partilhar a nossa fé com outros catequistas e deixarmo-nos enriquecer com a sua sabedoria e experiência.