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Dinâmicas para Grupos Jovens & MEJ  
Parte 5
                               

Nesta seção você encontra dinâmicas de conhecimento mútuo e interação para nossos jovens e adolescentes. Esta seção foi contribuição de Eliana Sena da Paróquia Sagrada Família, em Salvador - BA.


11- EM BUSCA DO OLHAR 

Objetivo: Trabalhar o aprofundamento da integração no grupo e exercitar a comunicação não-verbal.

Como Fazer: 
1. O facilitador solicita ao grupo que todos fiquem de pé em círculo a uma distância razoável. 
2. Em seguida, pede-se que a pessoas se concentrem e busquem olhar para todos no círculo. 
3. O facilitador poderá escolher uma música sentimental, leve, que favoreça o encontro não-verbal, até sintonizar numa pessoa cujo olhar lhe foi significativo. 
4. Ao encontro desses olhares, as pessoas se deslocam lentamente umas para as outras, indo se encontrar no centro do grupo.  
5. Abraçam-se e cada uma irá se colocar no lugar da outra. 
6. O exercício prossegue, até que todos tenham se deslocado em busca de alguém, podendo, ainda, cada pessoa fazer seus encontros com quantas pessoas sinta vontade.

Conclusão: 
Normalmente, essa experiência é de uma riqueza extraordinária. Barreiras são quebradas, pedidos de perdão são feitos, tudo isso sem que se diga uma palavra. Cabe ao facilitador ter sensibilidade para a condução de troca de experiências não verbais. Essa dinâmica também é excelente para encerramentos de atividades grupais em que as pessoas passaram algum tempo juntas.  
 
 
 

12- O PÊNDULO 

Objetivo: Estabelecer um clima de confiança e segurança entre as pessoas. É mais apropriado para grupos que já estão convivendo há algum tempo, onde já existe um certo grau de afinidade e empatia.

Como Fazer: 
1. Pedir que as pessoas caminhem, devagar, passando umas pelas outras, olhando-se. 
2. Formar subgrupos de três participantes. 
3. Dois devem ficar em pé, frente a frente e o terceiro ficará entre os dois (de frente para um e de costas para o outro). 
4. O do meio deve ficar bem ereto, pernas juntas, braços esticados e colados às pernas. 
5. Os outros dois devem se posicionar com uma das pernas um pouco atrás, bem firmes, e as mãos espalmadas, em posição de apoio. 
6. O do meio deve, de olhos fechados (preferencialmente), jogar o corpo inteiro - não flexionar apenas da cintura para cima, é o corpo inteiro mesmo! - para frente e para trás, formando um pêndulo. 
7. Depois de alguns minutos, revezar, até que os três tenham participado do exercício.

Variação da Dinâmica: 
Os mesmos procedimentos podem ser aplicados para subgrupos maiores (entre cinco e sete participantes). Desse modo, a pessoa que estiver no centro deve pender para todos os lados, suavemente.

Conclusão:

- Como foi estar no meio?

- Você teve medo?

- Confiou plenamente?

- Acreditou que poderia cair?

- O riso (se tiver acontecido) dos que estavam segurando lhe deixou inseguro?

- Teve dificuldade de se entregar totalmente? Por quê?   
 
 

13- AMAR O PRÓXIMO

Material: Papel, lápis.

Como Fazer: 
1. Divida a turma em grupos ou times opostos. 
2. Sugira preparar uma gincana ou concurso, em que cada grupo vai pensar em 5 perguntas e 1 tarefa para o outro grupo executar.  
3. Deixe cerca de 15 minutos, para que cada grupo prepare as perguntas e tarefas para o outro grupo. 
4. Após este tempo, veja se todos terminaram e diga que na verdade, as tarefas e perguntas serão executadas pelo mesmo grupo que as preparou. 
5. Observe as reações. 
6. Peça que formem um círculo e proponha que conversem sobre:

- Se você soubesse que o seu próprio grupo responderia às perguntas, as teria feito mais fáceis?

- E a tarefa? Vocês dedicaram tempo a escolher a mais difícil de realizar?

- Como isso se parece ou difere do mandamento de Jesus? "Amarás ao teu próximo como a ti mesmo".

- Como nos comportamos no nosso dia a dia? Queremos que os outros executem as tarefas difíceis ou procuramos ajudá-los?  
7. Encerre com uma oração.  
8. Se houver tempo, cumpram as tarefas sugeridas, não numa forma competitiva, mas todos os grupos se ajudando.   
 
 
 

14- A CEIA DO SENHOR: PRESENTE DE CRISTO

Material: Caixa de sapatos, papel colorido, caneta, folha com perguntas.

Preparar com Antecedência: 
a) 1 caixa de sapatos, embrulhada como se fosse um presente, bem vistoso. 
b) Dentro dela coloque pequenos presentinhos, em cores diferentes (tantas cores quantas forem os pequenos grupos que irão ser formados para discussão).  
c) Estes presentinhos, podem ser simplesmente um retângulo de papel dobrado ao meio, com a frase "Eu te dou a Minha Vida!" escrita no lado interno 
d) 1 carta, com o seguinte texto sugerido:

"Queridos irmãos da (nome do grupo),

Este é o meu presente para vocês, e é com muito amor que o dou.

Há  um pequeno pedaço dele para cada um de vocês, peguem o seu na caixa, mas não o abram ainda!

Qual a sensação de ganhar um presente? Assim de surpresa? É bom, ruim? O que passa na sua cabeça?

E na véspera de seu aniversário? Você sabe que no dia seguinte vai ter festa, amigos, parentes... E com certeza alguns presentes. O que será que você vai ganhar? Aquilo que tinha pedido, ou vão te surpreender com algo inesperado? Como você se sente?

E este pequeno presente, o que será?"

Como Fazer: 
1. Inicie a dinâmica dizendo que o grupo recebeu um presente, acompanhado de uma carta que você gostaria de ler.  
2. Pegue a caixa e mostre ao grupo; leia a carta, e deixe que cada um tire o seu presentinho de dentro dela. 
3. Depois, peça que se dividam em pequenos grupos, de acordo com a cor do presente tirado da caixa, e que só então o abram.  
4. Distribua as folhas de perguntas entre os grupos e deixe tempo suficiente para conversarem sobre cada questão. 
5. Sugestões de perguntas:

- Qual a sua reação ao abrir este pequeno presente?

- Leia: Mateus 26, 26-30 e I Coríntios 11, 23-29 Quem deu a sua vida? Para quê? De que forma?

- Quando vamos a igreja, participar da Santa Ceia, como nos comportamos, o que sentimos, como agimos?

- No que a Santa Ceia é igual a ganhar um presente? No que é diferente?

- Precisamos fazer alguma coisa especial para ganhar este presente de Cristo?

Conclusão: 
Depois deste momento, reuna todo o grupo e converse novamente sobre cada uma das questões, enfatizando as diferenças entre a alegria do perdão e o peso/tristeza de nossos pecados. A possibilidade de confessar a Deus, se arrepender e receber, gratuitamente o grande presente da vida de Cristo.   
 
 
 

15- GARRAFA DA GRAÇA

Objetivos: 
Uma garrafa vazia (pode ser de refrigerante).

Como Fazer: 
1. O grupo deve sentar, formando um círculo. 
2. O facilitador coloca a garrafa deitada no chão no centro da sala e a faz girar rapidamente. 
3. Quando ela parar estará apontando (gargalo) para alguém e, o facilitador dará uma palavra de encorajamento ou estímulo à essa pessoa. 
4. A pessoa indicada pela garrafa terá então a tarefa de girá-la e falar palavras de encorajamento para quem ela apontar e assim sucessivamente.

Textos para trabalhar após este exercício: 
1 Pe 4:10,11; Ef 4:29,30; Pv 12:25.   
 
 
 

16- PAINEL SIGNIFICATIVO

Objetivos: 
Papel pardo ou manilha, revistas, tesouras, colas e canetinhas coloridas.

Como Fazer: 
1. Essa dinâmica é para ser usada após um curso, uma palestra ou uma aula.  
2. A classe se disporá em círculo e cada participante receberá uma revista onde procurará uma figura ou qualquer outra coisa que expresse uma lição que tenha tirado para sua vida da palestra ou aula dada.  
3. Cada um terá a oportunidade de falar sobre o seu recorte que colará no papel pardo ou manilha escrevendo uma palavra significativa ao lado.

Compartilhar: 
Repensar em grupo sobre a mensagem ouvida e compartilhar os ensinamentos é de grande utilidade para o crescimento cristão.   
 
 
 

17- JORNAL DE NATAL

Material: Bíblias e livros; mapa da região de Belém; papel e lápis; livros de geografia e história para você estudar previamente.

Como Fazer: 
1. Ao invés de fantasiar as crianças com roupas de anjos e pastores, que tal trabalhar com elas uma leitura e interpretação atual da história de Jesus?  
2. Leia a história do natal, de preferência em mais de uma fonte - Bíblia na Linguagem de Hoje, Bíblias e Livros infantis, etc...  
3. Peça que observem programas jornalismo na TV e jornais impressos. Faça com as crianças um diagrama sobre as sessões que um jornal contém, tipos de matérias, se levam fotos ou não, etc..  
4. Proponha que desenvolvam um jornal sobre o dia do nascimento de Jesus. Pode ser em formato impresso (que pode depois ser fotocopiado e distribuído aos adultos) ou em formato TV, a ser apresentado a comunidade.

Antes de iniciar, determine: 
- Quem edita o jornal? (O povo local era judeu; o governo era romano). 
- O jornal é de onde? (da cidade de Belém? de todo o país?)

Temas que vocês podem desenvolver: 
a) lotação esgotada nas hospedarias 
b) um editorial sobre o censo: a direção do jornal concorda ou discorda do decreto romano para realizar o censo? 
c) uma estranha estrela nos céus 
d) a visita inesperada de reis do oriente (explore com as crianças a aparência diferente que estes homens deviam ter, o impacto deles na população local, etc...) 
e) a visita de pastores de ovelhas à cidade (no meio do horário de expediente!! Será que os pastores estão fazendo uma greve?) 
f) um dos "repórteres" pode ir junto com os pastores ou os reis, e entrevistar os pais da criança (porque ela está recebendo tantas visitas, quem é, o que há de tão especial aqui?) 
g) previsão do tempo (quem sabe até com um mapa da região?)

Incluam também propagandas, afinal, um jornal as tem: 
- uma do governo, convocando para o censo 
- quais os produtos da época? Camelos (aluguel de camelos ou "vaga" para estacioná-los); comidas (o que se comia? como anunciar estes produtos?); pontos turísticos de Belém ("aproveite que você está aqui para o censo, e visite..." - quem sabe o templo, ou algum local relevante da história do rei Davi).

Outros: 
1. As fotografias para o jornal impresso podem ser desenhos das próprias crianças.  
2. Para o jornal da TV, vocês podem confeccionar um cenário para os "âncoras" usando mesas e cadeiras e um painel de papel pardo ou um pano no fundo e da mesma forma criar cenários para as entrevistas e reportagens nos diferentes locais.  
3. O importante é que as crianças mergulhem na história e encontrem aspectos inusitados da narrativa bíblica.   
 
 
 

18- RELÓGIO - AVALIAÇÃO DO GRUPO

Duração: 20 minutos

Material: Um relógio de papel e caneta ou lápis para cada participante.

Faça um relógio de papel, de ponteiros e com os numeros bem destacados, e escreva uma pergunta ou assunto para conversar em cada hora. Tire tantas cópias iguais, quantos forem os participantes.

Distribua os relógios, e um lápis ou caneta para cada pessoa. Peça que escrevam seu próprio nome no retângulo abaixo do relógio.

Agora todos devem caminhar e marcar um encontro para cada hora. Cada pessoa se apresenta a alguém e marca com ela um encontro - ambas devem então escrever o nome uma da outra, sobre o relógio no espaço da hora combinada. É necessário número par de participantes.

Quem já tiver preenchido todos os horários deve se sentar, para que fique mais fácil completar as agendas.

Quando todos tiverem marcado as horas, comece a brincadeira...

Diga as horas, por exemplo, "Uma hora". Cada um deve procurar o par com quem marcou o encontro da uma hora e conversar sobre a pergunta ou assunto marcado para aquele horário.

Essa é uma ótima dinâmica para discutir sobre vários assuntos. Sempre surgem opiniões e idéias novas.    
 
 

19- VIRAR PELO AVESSO

Objetivo: Despertar o grupo para a importância da organização

Desenvolvimento:  

1° Passo: formar um círculo, todos de mãos dadas.

2° Passo: O coordenador propõe o grupo um desafio. O grupo, todos deverão ficar voltados para fora, de costas para o centro do círculo, sem soltar as mãos. Se alguém já conhece a dinâmica deve ficar de fora observando ou não dar pistas nenhuma.

3° Passo: o grupo deverá  buscar alternativas, até conseguir o objetivo.

4° Passo: depois de conseguir virar pelo avesso, o grupo deverá desvirar, voltando a estar como antes.

5° Passo: Analisar a dinâmica:

O que viam? Como se sentiram?

Foi fácil encontrar a saída? Porquê?

Alguém desanimou? Porquê?

O que isto tem a ver com o nosso dia a dia?

Nossa sociedade precisa ser transformada?

O que nós podemos fazer?

Palavra de Deus: Ex 18, 13-27. Sl 114(113)    
 
 

20- COCHICHO

Objetivos

1- Levar todos do grupo a participar de uma discussão.

2- Colher opiniões e sugestões de um grupo, e sondar-lhes os interesses.

3- Criar uma atmosfera informal e democrática durante um estudo, debate.

4- Dar oportunidade para a troca de idéias dentro de um grupo.

5- Ajudar as pessoas a se libertarem das suas inibições.

6- Obter rapidamente idéias, opiniões e posições dos participantes  de um grupo.

Componentes:

1- Coordenador: orientar e encaminhar o trabalho

2- Secretário: anota no quadro ou papelógrafo, as idéias dos participantes

3- Público: participantes do grupo.

Passos

1- coordenador expõe de forma clara uma questão, solicitando idéias do grupo;

2- Coordenador divide o grupo de 2 em 2 ou 3 em 3 (depende do número de participantes do grupo)

3- Formados os grupos, passam a trabalhar. Cada grupo tem 2, 3 ou 4 minutos para expor suas idéias, sendo um minuto para cada participante.

4- Uma pessoa de cada grupo expõe em plenário,. a síntese das idéias de seu grupo.

5-  O secretário procura anotar as principais idéias no quadro, ou num papelógrafo.

6- O coordenador faz um comentário geral, esclarece dúvidas.

7- Alguém do grupo pode fazer uma conclusão.

Avaliação

1- O que aprendemos?

2- O que descobrimos em relação ao grupo?

3- O que precisamos aprofundar sobre este assunto?   
 
 

21- PAINEL

- Reunião de várias pessoas que estudaram um assunto e vão expor suas idéias sobre ele, diante de um auditório, de maneira dialogada.

Objetivos:

1- Conhecer melhor um assunto.

2- Tornar mais compreensivo o estudo de um tema que tenha deixado dúvidas.

3- Apropriar-se de um conhecimento, com a ajuda de várias pessoas.

Coordenador:

- Coordenador do grupo com os componentes do painel organizam um roteiro de perguntas que cubra todo o tema em pauta.

- Coordenador abre o painel, apresenta os componentes do painel. Seu papel é lançar perguntas para que os componentes do painel, discutam sobre elas.

- Convida também o grupo (demais participantes do grupo) para participar, lançando perguntas de seus interesses  ao final do tempo previsto, faz uma síntese dos trabalhos e encerra o painel.

Componentes do painel

- Podem ser de 3 a 6. Podem ser membros do grupo que queriam estudar (preparar) o assunto, ou pessoas convidadas. Sua função é discutir as questões propostas, primeiro pelo coordenador e, depois, as que forem propostas pelo grupo. 

Grupo (platéia)

- Membros do grupo. Acompanha a discussão com atenção e preparam questão para lançarem aos componentes do painel, para também serem discutidas.

Passos:

1- Coordenador abre o painel, apresenta componentes, justifica a realização  do mesmo e orienta a participação.

2- O coordenador lança perguntas,  para serem discutidas, até esgotar o roteiro preparado anteriormente. Sempre que necessário, o coordenador poderá lançar outras perguntas fora do roteiro, para melhor esclarecer o assunto.

3- Ao terminar o roteiro, o coordenador pede a cada  componente do painel que resuma suas idéias. Após, o coordenador pode ressaltar aspectos importantes do assunto.

4- Coordenador convida o grupo (platéia) para fazerem perguntas aos compomentes do painel.

5- Quando não tiver mais perguntas, o coordenador agradece os componentes do painel e o grupo e encerra os trabalhos.

Avaliação

1- Que proveitos tiramos dessa dinâmica?

2- Como nos sentimos?

3- O que precisamos melhorar?   
 
 

22- ESCOLHA DOS BICHOS “MAIS

1- Objetivos:

- Cultivar uma boa convivência no grupo, na amizade e na verdade;

- Perceber as razões da falta de fraternidade e dos conflitos que surgem no grupo de jovens, no grupo de trabalho;

- Rever as próprias atitudes, para tentar mudar.

2- Passos:

- Cada participante recebe um papel onde está escrito o nome de um bicho, com algumas características, procurando interiorizá-las e expressá-las no grupo em forma de dramatização.

Exemplo:

A Cobra: É traiçoira, perigosa, esperta e oportunista, envenena o grupo, é fofoqueira e quer ver o circo pegar fogo.

O gato: Companheiro, prestativo, carinhoso, esperto.

A borboleta: Não é acomodada. Alegra o ambiente, integra.

O papagaio: Fala, fala, não fala nada que contribua. É inteligente, aprende o que os outros fazem, tanto o bem como o

mal.

O cavalo: Dá patadas em todos.

O pavão: Fica sempre de leque aberto. Acha que é mais bonito, mais inteligente, aquele que sabe mais.

O Boi: Sossegado, tranquilo, é  esforçado e topa qualquer trabalho.

O pombo: Sempre se preocupa em conversar com os companheiros.

O urubu: Só vê carniça. É pessimista, descrente. Só gosta de coisa ruim. Quer ver o grupo morrer.

A formiga: É operária, trabalhadeira, trabalha sempre em grupo.

Galinha d’Angola: Fala a mesma coisa o dia inteiro: “Tô fraco”. Não acredita em si mesma, mas tem que falar.

O bicho preguiça: Vagaroso, preguiçoso. Nunca faz nada. Está sempre “pendurado” nos outros.  

- O animador verifica se todos compreendem os diferentes papéis (animais), podendo acrescentar outros, se necessário.

- O animador observe que cada animal expressa características positivas ou negativas. Nunca as duas juntas.

- Colocar em papelógrafo o comportamento dos animais e afixar na parede.

- Trabalho em grupo:

a) Quais desses animais encontramos em nosso ambiente de trabalho?

b) Analisar 3 bichos considerados mais importantes para o grupo.

- Plenário (Grupão).   
 
 

23- O JOGO DA BICHARADA

1- Objetivos:

- Cultivar boa convivência no grupo, na amizade e na verdade;

- Perceber as razões da falta de fraternidade e dos conflitos que surgem no grupo de jovens, no grupo de trabalho.

2- Passos:

- Todos recebem a lista dos bichos e num momento pessoas, em silêncio, lêem a lista e escolhem três bichos que mais se assemelham a ele;

- Dos três bichos escolhidos, ficar com apenas um com o qual se identifica;

- Grupos por bichos escolhidos - grupos dos gatos, grupo dos macacos, etc...

- durante 15 minutos partilhar o por quê escolheu tal bicho e como se manifestam as características no dia-a-dia da própria vida.

3- Em plenário:

- Os grupos apresentam o seu bicho de forma criativa, com encenação, dramatização, colocando as caracteristicas do bicho escolhido.

- Cometários:

a) o que chamou a atenção, o que faltou, etc;

b) significado para o nosso grupo.  

OS BICHOS

01- Leão: Rei da reunião. Quando urra, todos participam. Os ratinhos tremem à sua frente. Não  é agressivo. Está certo de sua superioridade. Boceja despreocupadamente, pacientemente, com as peraltices dos outros.

02- Hiena:  Não tem opinião própria. Aprova sempre o leão. Sempre  recorda o que o leão disse.

03- Tigre: É um leão ressentido por não ser reconhecido como rei pelo grupo. Fica de mau humor, às vezes mais competente que o leão. É agressivo, irônico, irrita o grupo que o coloca na jaula, e não toma conhecimento de sua presença.

04- Raposa: Surpreende sempre o grupo; desvia o assunto; sofista, força o assunto. Jamais caminha em direção ao objetivo.

05- Pavão: Mostra sempre a sua cultura. Não se interessa pelo objetivo e pelo grupo. Não perde ocasião de mostrar seus conhecimentos. Preocupa-se sempre consigo mesmo.

06- Cobra: Envenena as relações. Sempre de bote armado. Ai de quem comete uma asneira. Provoca brigas e fica de fora.

07- Papagaio: Fala por todos os poros; comenta tudo. Fala alto, grita. Ninguém lhe dá importância, nem ele próprio. Sempre por fora do assunto.

08- Coruja: Não fala, presta muita atenção. Pisca quando não entende. assusta-se quando alguém a interpela. Pede desculpa quando intervém.

09- Carcará: Não gosta de discussão. Irrita-se quando o grupo não progride. Quer decisões rápidas.  Impaciente, levanta mas volta.

10- Girafa: Pelo modo de sentar-se e rir, acha o grupo indigno de sua participação. Seu silêncio não permite saber-se se ela está por cima mesmo.

11- Macaco: Anedoteiro, espirituoso, bagunceiro, inteligente e superficial. Sempre faz rir; ninguém o leva a sério. anima, mas termina irritado. No fim está amuado e sem graça.

12- Gaivota; Voa pelo alto - abaixa. mas sobe logo. Vive solitária.

13- Cão: Inteligente, fareja tudo, mas ladra demais.  Faz muito barulho por pouco. Sempre vigilante para defender suas idéias.

14- Boi: Obstinado, lento. Não acompanha o grupo. Devagar e sempre.

15- Elefante: Sem sutileza. Leva tudo a peito. Não é feito para viver em grupo. Quer ação. Quando intervém é para acabar  a reunião.

16. Gato: Mia para chamar a atenção. solicitado, se enrosca e não quer falar. Dengoso, prefere agir depois da reunião.

17. Coelho: Simpático, ágil, pulador. Não tem planos. Não é conseqüente. Encolhe-se quando os maiores aparecem.

18. Esquilo - Acanhado, fugido, embaraçado. Dificilmente participa.  Quebra sozinho suas nozes. Se insistir muito, não volta.

19. Pombo: Fica arrulhando com o companheiro do lado. Só vive de par. Se o interpelam, voa e volta ao companheiro.

20. Araponga: Sempre igual e vibrante. Tem idéia fixa. Só tem uma idéia. É incapaz de seguir uma reunião.

21. Pica-Pau: Pega uma idéia e pulveriza-a. Não tem objetivos. Só sabe picar idéias. Na discussão fica picando o que ficou para trás.

22. Aranha: É mestra em teia, onde se envolvem mosquitos e besouros. Na discussão amarra um fio no outro. Não prepara plano, prepara armadilha.

23. Ouriço: Fica espinhento por tudo. Para ele, no grupo, não há idéias; tudo são intenções.

24. Antílope: É arisco. Sempre farejando o ar para ver se não o querem pegar de surpresa. Está  sempre de sobreaviso. Não acredita em ninguém.

25. Hipopótamo: Fica mergulhado no assunto. Não sai das discussões. Sempre mergulhado.

26. Ratinho: Nunca aparece, mas caminha entre todos. Rói as idéias. Passa pela platéia às carreiras.

27. Zebra: Em cada fase da discussão apresenta ponto de vista diferente. Não sabe somar as idéias. É  preto ou Branco.

28. Camaleão: Está de acordo com todos. Vai para onde o leva o vento.

29. Foca: Muito curiosa e imaginosa. Interessa-se por tudo e mexe em tudo. Adora brincar.

30. Coati: Fuçador. Intromete o nariz nas coisas com o objeto de beneficiar-se. Uma vez satisfeito, perde o interesse.   
 
 

24- INTEGRAÇÃO

Destinatário : grupos de jovens ou de adultos que convivem há algum tempo. Se o grupo for muito numeroso trabalha-se em equipes.

Material:  uma folha de papel e um lápis para cada participante,  flanelógrafo e percevejos.

Desenvolvimento:

1- O animador conta uma história, a partir de desenhos.

Numa pequena paróquia da cidade, existe um grupo de jovens que se reúne, semanalmente, há um ano. realizam, constantemente, jornadas e encontros para convívio e gostam muito de cantar. Em suas reuniões, refletem sobre os temas da atualidade. A assistência, entretanto, não é muito boa e mesmo os que participam de maneira constante são muito desunidos. O animador, frequentemente, se pergunta: “Que fazer com o grupo”?

2- Após este relato, convida os participantes a procurarem identificar as prováveis causas que, a seu ver, geram a desunião no grupo, assim como as possíveis soluções. Um secretário toma nota. Pode-se trabalhar em equipes formadas  por três ou quatro  pessoas.

3- As equipes manifestam suas respostas em plenário. Os demais participantes podem questioná-los ou pedir esclarecimentos. As respostas coincidentes vão sendo afixadas num flanelógrafo:  de um lado as causas e, de outro, as soluções. O importante é que se chegue a elaborar um programa de ação, que seja resultado da contribuição de todos.

4- Avaliação:

. Qual o ensinamento extraído desta dinâmica para o grupo ?

. A história tem alguma relação com o grupo ?

. Que podemos fazer para aumentar a integração ?   
 
 

25- FORMAÇÃO DE DUAS FILAS OU DUAS RODAS

Esta dinâmica favorece um clima familiar de confiança.

Ela é envolvente e é uma partilha pessoal, sobre temas importante da vida.

Faz lançar-se e correr o risco salutar de conhecer novos companheiros de caminhada.  

Primeira passo: encaminhar

1-     Formam-se duas filas ou duas rodas.

2-     A roda do lado de fora se volta para dentro e a roda de dentro se volta para fora.

3-     Isto para que os participantes fiquem um diante do outro: em duplas.

4-     Sugere-se um tema e as duplas vão conversando sobre o tema proposto pelo assessor.

5-     Depois de cada tema proposto e conversando, uma roda gira para direita no espaço de uma pessoa, formando, assim, novas duplas.

6-     E a conversa segue, conforme os temas sugeridos pelo assessor.   

Segundo passo: sugestão de temas para o diálogo

7. Temas sugeridos que podem ajudar a movimentar as duplas:

1-     Um se apresenta ao outro: nome...temperamento...gostos...

2-     Como foi a preparação, saída de casa, caminho e chegada;

3-     Falar sobre sua família: quantos, como vivem, em que trabalham.

4-     Como estou me sentido para este encontro (retiro ou curso)?

5-     O que foi marcante nesta semana?

6-     Como foi sua última Páscoa? Onde, com quem, o que marcou...

7-     Como está seu ano?

8-     Qual foi o acontecimento mais positivo de sua vida?

9-     O que mais admira num amigo?

10-  De quais pessoas você não consegue gostar?

11-  O que espera do seu futuro?

12-  Quando você se sente muito feliz? Por quê?

13-  Quando você se sente muito triste? Por quê?

14-  Qual a sua comida e esporte prediletos?

15-  Que lugar do mundo mais gostaria de conhecer? Por quê?

16-  Se você ganhasse muito dinheiro, o que faria?

17-  De qual texto ou frase bíblica você mais gosta?

18-  Qual é a nossa missão neste mundo?

19-  Dê um conselho ao seu amigo: como participar deste encontro.

20-  Dê um grande abraço em três ou mais participantes.

21-  Preparar outras sugestões conforme o tema do encontro.  

Terceiro passo: Aprofundar o plenário 
8-     Após esta apresentação mútua, todos podem se sentar.

9-     Se alguém do grupo quiser, pode partilhar sobre:

-         a experiência como tal;

-         o que chamou a atenção, descobertas, surpresas;

-         que dificuldades cada um sentiu ao longo da dinâmica.   

  “Já não vos chamo de servos, mas de amigos.”(Jo 15,15)    


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" Ser catequista é experimentar o humano e almejar o divino" Catequista Bruno Velasco, MEJ.

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